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terça-feira, 10 de março de 2009

Capitaes da Areia

Quando eu estava na sétima ou oitava série, me mandaram ler "Capitães da Areia". Eu, apesar de gostar das letras, não tinha muita disposição à leitura. Mas, ainda assim, dei umas folheadas nas páginas. Ficou por isso.

Hoje, 6 anos depois, me deparo com o mesmo livro, agora para o vestibular. Com uma maturidade maior, com amor maior ao mundo das palavras e, a leitura ter maior importância. Deliciei-me com as aventuras dos meninos da Bahia.

O livro trata de diversos problemas socio-culturais, por meio dos seus personagens principais: 'os capitães da areia'. A história se passa na Bahia, especificamente em Ilhéus. Conta a história de meninos de rua, que não têm pais - ou que fugiram de casa - e que vivem num velho casarão abandonado.

Para sobreviver, batem carteiras, pedem esmolas, realizam pequenos furtos. E por conta disso, são massacrados pela alta sociedade, e procurados pela policia. Que os tratam como perigosos bandidos, que ameaçam a cidade grande.

Os mais de cem meninos nada possuiam alem de fome e frio, usavam farrapos. Não possuiam amor paterno, materno. Eram eles por eles mesmo, sozinhos. Eram poucos os amigos de verdade, entre eles, um padre. Atraves do qual, Jorge Amado, evidenciou o que esta por tras da igreja, do amor Divino.

Eram pequenos só no tamanho, pois pensavam, agiam, faziam, sentiam coisas de homens grandes. Quando, alguma coisa dava errada e caiam nas mãos do guardas, iam parar no Reformatorio. Lá, eles eram torturados, apanhavam e trabalhavam como adultos.

O grande chefe do bando, Pedro Bala, é admirador da liberdade. E já no final, depois que os principais Capitães da Areia tomam seu rumo, Pedro continua a luta de seu pai - um doqueiro - a busca da liberdade, fazendo parte dos movimentos grevistas. Lutava pela liberdade dos pobres, daquele povo sofrido, que enfretavam chuva e sol.

Uma historia apaixonante e real, que retrata pensamentos e ações cotidianas do mundo atual. Livro para fazer pensar. Tocar fundo e acreditar que todos podemos mudar as coisas, começando por nós mesmos, é claro.

1 comentários:

Thito disse...

Eu nunca li um livro de Jorge Amado. E olha que tive que responder váaaarias perguntas sobre romances dele no vestibular da UFBA.

Acho que esse tem aqui em casa. Vou dar um saque nele.